CRÍTICA AO RACIONALISMO EXCESSIVO E AO OBJETIVISMO
LIMITES EPISTEMOLÓGICOS E RECUPERAÇÃO DA SUBJETIVIDADE
Palavras-chave:
racionalismo, objetivismo, subjetividade, epistemologia, razão, fé, hermenêutica, conhecimentoResumo
O presente artigo examina criticamente o racionalismo excessivo e o objetivismo como paradigmas epistemológicos associados à constituição da modernidade ocidental. Embora reconheça a contribuição decisiva da razão para a formação do pensamento científico, filosófico e teológico moderno, argumenta-se que sua absolutização produz um reducionismo epistemológico quando transforma a racionalidade em critério exclusivo e universal de toda forma legítima de conhecimento. Paralelamente, analisa-se o objetivismo em sua pretensão de estabelecer um conhecimento neutro, desinteressado e independente do sujeito cognoscente. Sustenta-se que essa pretensão de neutralidade absoluta encontra limites na própria estrutura do conhecimento humano, uma vez que conhecer implica interpretação, linguagem, historicidade, experiência e participação do sujeito. A investigação dialoga com autores clássicos e contemporâneos, entre eles Descartes, Leibniz, Kant, Kierkegaard, Husserl, Heidegger, Gadamer, Ricoeur, Kuhn, Reale e Antiseri, bem como autores cristãos como Jonas Madureira, J. I. Packer, Francis Schaeffer e Nancy Pearcey. A pesquisa também considera a contribuição de autores brasileiros para a compreensão das relações entre razão, subjetividade, fé e sentido. Defende-se, por fim, uma epistemologia integradora, na qual razão, experiência, subjetividade, historicidade e fé não sejam compreendidas como dimensões necessariamente antagônicas, mas como elementos que podem participar de uma compreensão mais abrangente do conhecimento. A tese central é que a crítica ao racionalismo excessivo não implica irracionalismo, assim como a recuperação da subjetividade não conduz necessariamente ao subjetivismo. Trata-se, antes, de recuperar uma racionalidade epistemicamente humilde, consciente de seus limites e aberta à dimensão ontológica, existencial e transcendente da realidade.
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